BBB21 empareda a covid-19 e nem os cães ladram

Enquanto o Brasil ocupa o epicentro mundial da tormenta do coronavírus, as redes se preocupam em discutir o reality frugal da TV

Tem sido penoso acompanhar o noticiário digital nos grandes portais nos dois últimos meses. Há um intenso debate sobre a situação do Brasil, especialmente sobre políticas de vacinação e lockdowns. Mas isso tem sido forte apenas nessa bolha onde se produz jornalismo. As redes sociais, que mexem mesmo no ponteiro da conversa, parecem seguir uma jornada diferente e letárgica em relação ao tema. E, infelizmente, de maneira crua e direta, estão nos dando um duro retrato da realidade.

As redes produzem uma pulverização que é sua força e sua fraqueza. Pelos caminhos das plataformas sociais temos vivido, nas últimas décadas, intensas polarizações. Toda a toxicidade das fake news. Toda a caudalosa e potente força das opiniões dos cidadãos conectados durante eleições fundamentais pelo mundo. Grupos e grupos com suas causas, suas agonias, suas alegrias, seus finais de tarde na ?golden hour?, seus drinks, abdomens sarados e vaquinhas de auxílio a alguém.

É mesmo misturado assim, e não há crítica nessa diversidade. Acho boa. Afinal, conseguimos chegar a este nosso tempo pandêmico com a possibilidade nada trivial de ter um olho na fechadura do mundo. O carro-robô Perseverance, da NASA, desde 18 de fevereiro, nos transmite com meros 20 minutos de atraso fotos de altíssima resolução de Marte. Um feito e tanto, que me assombra, pois sempre imaginei os marcianos invadindo o mundo. E é a gente que está aí na missão de invadir o mundo deles.

Marcianos à parte, onde quero chegar é nessa representação que as redes estão nos dando. Os temas mais comentados nas conversas e fóruns sociais neste momento são sobre o BBB21.

Basta ver que o somatório de seguidores das redes sociais dos brothers já supera 181 milhões, dez vezes mais que a população do Estado do RJ em 2020.

O Clubhouse, a nova rede social focada apenas em áudio, entrou no ar e, em três dias, já tinha centenas de salas falando do choro do Fiuk. As conversas de dentro da casa global tomaram conta dos espaços onde poderíamos esperar (como não?) algo mais intenso sobre o fato de o Brasil estar no epicentro mundial da tormenta do coronavírus.

Mas não. Isso não aparece nas redes com a indignação que deveria. O que protagoniza é o reality frugal e digestivo da TV. O espaço para o que efetivamente conta está no diminutivo onde se acotovela uma enorme onda de letargia. Não há cães ladrando, e os cinco temas mais comentados do Brasil, neste momento (17h45 do dia 2 de março de 2021, quando esboço este texto), são Sarah e Gil, Sarah e Lumena e Gil e Lumena. A caravana passa. Onde será que nos perdemos desse jeito?

*Rizzo Miranda é sócia-diretora Digital&Inovação da FSB Comunicação

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Fonte: Epoca

02/03/2021 22:41

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